Introdução
As sociedades ocidentais estão num estado de paranóia colectiva sobre
o abuso de crianças por homens. Esta nova histeria foi induzida pelos
meios de comunicação: Embrulharam-se na propaganda anti-masculina das
feministas e passaram-na a todos nós, que ingenuamente talvez acreditemos
que não nos mentem. De facto, até à relativamente pouco tempo, quando
me comecei a interessar por este assunto, como muita gente, eu acreditava
que “abuso de crianças” e “abuso sexual de crianças” era a mesma coisa,
apesar de não serem.
Alguns psicoterapeutas encorajaram os seus pacientes adultos a atribuírem
a larga gama de sintomas a memória inconsciente de terem sido abusados
sexualmente por homens enquanto crianças. As mães usaram também de forma
crescente acusações de abuso de crianças como arma em disputas de tutela
de crianças, de acordo com a União Mundial dos Pais Divorciados (World
Wide Divorced Parents). As mulheres não têm nada a perder por usar esta
táctica para ganharem a tutela dos seus filhos ou restringirem o acesso
dos pais aos filhos, visto o tribunal não lhes exige prova destas alegações.
Nem são sujeitas a processo judicial por este género de falsas acusações.
Mais uma vez, se aceita às mulheres alegações não provadas e se exige
ao homem que prove que as alegações destas são falsas, não funcionando
o princípio da presunção da inocência quando o homem é o acusado.
É importante proteger as crianças, mas precisamos encontrar uma solução
de compromisso entre proteger a sociedade de violadores e abusadores
sexuais, e proteger pessoas inocentes de recordações de abuso sexual
infantil inventadas por conselheiras feministas, e de falsas acusações
de violação.
Abuso de crianças e abuso
sexual de crianças
As estatísticas americanas (Statistical Abstract of the United States
1992, Table No. 301) referem que em 1976 os abusos sexuais constituíram
apenas 3,2% do total de casos de maus tratos de crianças no Estados
Unidos. Sabemos que as feministas têm publicitado largamente este tipo
de crimes e, consequentemente, os outros tipos de maus tratos a crianças
são desvalorizados pelos meios de comunicação de influência feminista.
Têm-se também concentrado nos abusos sexuais cometidos por homens, ocultando
em grande parte os abusos sexuais a crianças cometidos pelas mulheres.
As proporções de abuso sexual referidas nestas estatísticas tiveram
um aumento em 1977 de 6,1%, e mantiveram-se relativamente estáveis até
1984, onde tiveram outro grande incremento de 13,3%. Em 1986, apesar
de nenhuma percentagem ser aceitável, o nível elevou-se a apenas a 15,7%
do total de casos de maus tratos infantis nos Estados Unidos. Parece-me
razoável afirmar que tanta publicidade à volta de um crime que é relativamente
pouco frequente é motivada por ódio aos homens, que já são normalmente
vítimas de falsas acusações de abuso sexual.
Será interessante ligar estes saltos percentuais com outros acontecimentos
na América relacionados com casos de abuso sexual. Bob Kirkpatrick,
da União Mundial dos Pais Divorciados (World Wide Divorced Parents),
acredita que há uma ligação:
Durante os anos 70, de acordo com a organização Casos de Alegação Sexual
(Casualities of Sexual Allegations, COSA), os abusos sexuais
a crianças começaram a ser referidos pela comunidade de psicólogos.
Nesta altura, iniciaram-se os primeiros estudos sobre este assunto,
cujos resultados começaram a surgir no fim dos anos 80.
Uma questão importante aqui é a questão da possibilidade de censura
de resultados inconvenientes. O último ano que as estatísticas americanas
(Statistical Abstract of the United States) incluíram maus tratos
sexuais a crianças foi 1986. Nesse ano, 55,9% dos abusadores sexuais,
segundo estas estatísticas, eram mulheres. Além disso, em todos os anos
anteriores, as mulheres constituíram sempre a maioria nestas estatísticas.
Porque é que a partir daqui estas estatísticas foram omitidas? Será
que as feministas intercederam porque isto afectava a pretendida imagem
virtuosa das mulheres?
Nos 11 anos de 1976 a 1986 (inclusive),
a percentagem de abusadores sexuais femininos variou de 61,9% em 1979
até 55.9% em 1985 e 1986. A tendência tem sido de descida, começando
com 61,9% em 1976, e terminando com 55,9% em 1986. Tem-se tentado ligar
isto ao pretendido aumento de abuso sexual, onde os alegados abusadores
são homens. É também de referir que, a proporção de vítimas de abuso
sexual era 50:50 para ambos os sexos em 1976, mas estas proporções ganharam
um peso sucessivamente crescente na direcção do sexo feminino, atingindo
os 52,5% em 1986.
A este cenário geral é dado suporte adicional por dados da Administração
de Crianças e Famílias, Departamento de Saúde e Cuidados Humanos dos
Estados Unidos, tabela 28 (www.acf.dhhs.gov/programs/cb/stats/ncands96/table28.htm),
que indica que 60,7% do abuso de crianças é cometido por mulheres, e
que o abuso sexual é responsável por apenas 15,3% dos casos. Nos Estados
Unidos, a maioria dos casos de maus tratos a crianças é nitidamente
de natureza não sexual, a maioria dos abusadores são femininos, e as
burocracias governamentais e os meios de comunicação politicamente correctos
estão a ocultar estes factos. Está criado ambiente perfeito para as
feministas usarem este assunto do abuso sexual de crianças como arma
anti-masculina de propaganda na sua guerra de sexos.
Abuso sexual
Thomas (Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and
Nicholson, 1993) refere que as mulheres têm mais tendência a bater em
crianças que os homens, pela simples razão de que são as mulheres que
mais cuidam e educam as crianças:
Isto
deixa-nos com o abuso sexual. É claro que as mulheres não o fazem do
mesmo modo que os homens. Elas não têm pénis para penetrar as crianças.
Em vez disso, como dirão as pessoas que sofreram, elas envolvem e subjugam
as suas pequenas vítimas. Estas experiências podem deixar estas vítimas
psicologicamente estropiadas. Para Kerry, ... o efeito do abuso por
parte da sua mãe foi transformá-lo numa pessoa deprimida vítima da vida.
A sua mãe ia regularmente para a cama com ele, deitava-se ao lado e
em cima dele e acariciava-lhe os seus órgãos genitais. Agora como adulto,
é o tipo de homem que parece estar sempre ansioso por se agachar no
canto mais próximo. Todos na sua infância e adolescência implicavam
com ele de forma cruel e batiam-lhe frequentemente na escola e na rua
... Kerry deixava perceber nas suas atitudes uma pessoa terrivelmente
indefesa. Era, no calão urbano, carne mole. (Thomas,
Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and Nicholson,
1993, páginas 135-6)
Apesar disto, são as mulheres que
se tornaram estereótipos de vítimas de abuso sexual. Em Dezembro de
1991, por exemplo, um canal de televisão publicou os resultados de um
inquérito, que afirmava que um terço das mulheres tinha tido algum tipo
de experiência sexual indesejada, isto é, tinham sido sexualmente molestadas,
antes dos 16 anos(1). Mas alguém acredita que todas estas experiências
sexuais tenham sido totalmente indesejadas?
Eu gostaria que o inquérito tivesse
incluído questões sobre quantas experiências desejadas de natureza sexual
tinham tido estas mulheres antes dos 16 anos. Se o número de experiências
indesejadas ultrapassá-se fortemente o número de desejadas (pelo menos,
de acordo com as respostas das mulheres), eu suspeitaria que elas não
estavam a responder seriamente. Será que as mulheres começam a ter desejo
sexual exactamente aos 16 anos? Será que as mulheres têm menos impulsos
sexuais que os homens? (algumas feministas deverão odiar-nos se acreditarmos
nisto!) E é muito fácil para uma mulher dizer, após a consumação do
facto, que foi uma ocorrência contra a sua vontade. As mulheres geralmente
(é claro que nem sempre) tomam uma atitude passiva, no que concerne
a iniciar a levar por diante uma relação sexual completa.
Thomas (Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld
and Nicholson, 1993) levanta também a questão de quanto é nocivo o abuso
sexual. É um crime que está muito em moda e um dos mais publicitados
do fim do século XX. Não obstante, ele cita um estudo da polícia alemã
que prova que poucas vítimas de abuso sexual sofrem algum mal causado
pelo abuso propriamente dito. No entanto, algumas crianças sofrem realmente,
com o processo de investigação de casos de alegado abuso sexual.
É claro que nestes casos, o consentimento pela criança é suposto ser
irrelevante. As crianças são supostas ser demasiado jovens para saberem
o que estão a fazer nestas situações. Isto é enganador, porque as crianças
têm realmente uma espécie de sexualidade. É certamente uma sexualidade
diferente da do adulto, mas as crianças obtém realmente prazer no toque
dos seus órgãos genitais. Além disso, muitos têm um prazer enorme em
violar tabus. Ao longo dos anos, verifiquei que algumas raparigas muitos
jovens, usam uma linguagem sexual explícita, de tal forma explícita
que, em muitos casos, não se permitam usá-la depois de mais crescidas.
Também muitas crianças, bastante jovens, têm prazer em olhar para as
partes privadas do sexo oposto.
Apesar disto, a sociedade estabelece limites de idade para marcar a transição
da infância para a idade adulta. Estes limites regulam a instituição
do casamento, das relações sexuais, da censura da pornografia e das
imagens violentas, e por aí fora. Consequentemente, os adultos são acostumados
que as crianças são relativamente inocentes, e querem que permaneçam
inocentes até pelo menos à sua adolescência.
Os abusos femininos são inofensivos?
Faz sentido que as crianças não tomem parte em actividades sexuais “de
adultos” até que estejam física e psicologicamente aptos, quer para
as relações quer para as consequências que possam resultar das suas
relações. Muitos pais devem certamente sentir uma forte repugnância
por pensarem que algum adulto (particularmente um estranho) tenha ter,
de forma consentida ou não, relações de natureza sexual com as suas
crianças. Por enquanto parece que os sistemas judicial e social estão
mais sensibilizados para a possibilidade das mulheres serem vítimas
dos homens que o inverso.
Por exemplo, eu conheço um homem que telefonou para assistência social
anonimamente, porque estava preocupado que a sua companheira molestá-se
sexualmente o seu pequeno filho.(2) Uma das primeiras coisas
que a funcionária da assistência social perguntou foi, “o menino já
tem erecções?” E aparentemente tinha, mas o que é que isto tem a ver?
Quando condenam um homem por molestar meninas, estou convicto de que
não fazem perguntas irrelevantes como, “a menina já endurece os mamilos?”
Não admira que poucas pessoas pensem que o abuso sexual de rapazes por
mulheres seja um problema, apesar do facto de as mães, na maioria dos
casos, terem mais oportunidades para molestar as suas crianças que os
pais. No dia 1 de Junho de 1996, por exemplo, uma revista neozelandesa
(new zealand listener) publicou que num estudo de 97 homens sexualmente
abusados, 15 foram sexualmente abusados por mulheres.
A propaganda feminista representa a mulher como vítima do homem. Esta
mensagem entrou-nos nos ouvidos com tal eficiência que deixaria Goebbels,
ministro da propaganda nazi, com complexos de inferioridade. A sociedade
aprendeu a tornar-se propensa a tratar os homens como abusadores e as
mulheres como vítimas, no entanto, tornou todos os homens vítimas de
falsas acusações.
Por exemplo, um Domingo estava eu na praia neozelandesa de Otaki exactamente
antes das autoridades prenderem alguém altamente publicitado crime de
violação em Otaki. Enquanto caminhava de um supermercado para a praia,
uma rapariga distribuindo papeis olhou na minha direcção e, como eu
abrandei o passo, murmurou qualquer coisa para outra rapariga (cerca
da mesma idade) que estava em patins-em-linha. Havia uma ligeira inclinação
no passeio que a rapariga dos patins subiu até min e disse, “Hei!, é
difícil subir esta montanha!” Obviamente, isto era um convite para eu
lhe dar a mão deixando-me a suspeita de que havia assediado uma menor.
Pode ser que seja paranóia, mas as jovens normalmente não se aproximam
de estranhos desta forma. Ouvi dizer que alguns advogados também alimentam
paranóias destas, alguns têm a política de nunca darem banho aos seus
filhos, não seja o caso de mais tarde virem a ser acusados em tribunal
de abuso sexual no caso de divórcio.
Eu sou professor, e tive um caso de uma aluna do ensino secundário que
se colocou numa situação em que era óbvia a tentativa de fazer com que
o seu professor tomasse uma iniciativa, deixando-me possivelmente em
sarilhos. Esta aluna sentava-se sempre na fila da frente, justamente
na frente da minha secretária. Começou por ficar depois de terminada
a aula e todos os colegas terem saído. Apenas ficava sentada, sem dizer
nem fazer nada, enquanto eu apagava o quadro e me preparava para deixar
a sala. Um professor acaba por ver neste comportamento um convite para
um engate, se a jovem for suficientemente atractiva, porque este é o
papel do homem quando a mulher se comporta desta maneira. No entanto,
se um estudante fizer isto a uma professora, ela nunca sentirá que o
estudante pretende de alguma forma seduzi-la, porque não cabe à mulher
a iniciativa nestes casos. Deste modo, considero que aquela rapariga
me estava a assediar por todos os dias se sentar ali só e sem fazer
nada. Este tipo de assédio sexual das alunas deve ser reconhecida, ou
de outra forma, um professor que lhe dê conversa arranja problemas pelo
simples facto de conversar com a aluna, numa situação de que ela foi
culpada.
As associações de professores alertam os seus membros deste tipo de
situações. Talvez seja tempo de as autoridades alertarem os homens sobre
as mulheres que se insinuam. Estas situações podem sempre acontecer.
Como precaução, as mulheres deverão ser punidas pelo sistema legal se
provocarem situações em que os homens sejam induzidos a tomarem iniciativas
que sejam susceptíveis de posterior reclamação por parte da mulher.
Memórias ocultas
Outro aspecto importante das alegações de abuso sexual é que algumas delas
são feitas por adultos sobre acontecimentos que supostamente aconteceram
quando estes eram crianças. O cenário típico é o adulto nunca ter contado
nada deste género até que um dia foi a um psicoterapeuta. Em alguns
países os psicoterapeutas recebem comparticipação do estado e os clientes
sentem-se compensados desde que possam “recordar” algumas experiências
de abuso sexual que sofreram na infância.(3) Isto é o chamado
síndroma da falsa memória, e pode terminar em acusação e mesmo
persuasão de pessoas inocentes e destruição de famílias. Veja-se, por
exemplo, o caso de Paul Ingram, um carismático religioso do condado
de Thurston:
Em 1988 as suas duas filhas acusaram-no a si e mais alguns homens da comunidade
de prática de rituais satânicos e abusos sexuais. Durante meses espalharam-se
rumores, fizeram-se investigações exaustivas, e, por fim, julgamento,
prisão, e até um exorcismo para afastar o diabo que o pastor da igreja
estava convencido que fez Paul executar tão horrendos actos. ... Paul,
não queria que as suas filhas sofressem com um julgamento, confessou
a culpa, foi condenado, e então transferido para uma penitenciária fora
do condado de Thurston. (www.members.aol.com/IngramOrg/index.htm)
Outro local comum para falsas acusações de abuso sexual a crianças é
o processo divórcio e de regulação do poder paternal das crianças. Tipicamente,
a mãe acusa o pai de molestar sexualmente uma mais das crianças. Não
é pedida qualquer prova, apenas a acusação é suficiente para garantir
que o tribunal dê a tutela das crianças à mãe. Estas acusações deveriam
ter que ser provadas no tribunal antes de pesarem nas decisões de regulação
de poder paternal. Para explorar melhor este assunto recomenda-se a
consulta dos seguintes portais:
1. Associação
Mundial de Pais Divorciados - www.wwdivorcedparents.unquote.com
2. Falsas
alegações sexuais - www.geocities.com/peterzohrab/wcosacus.html
3. Notícias sobre falsas alegações - www.accused.com
Infanticídio e o abandono de crianças
Todos sabemos a facilidade com que uma mulher faz um aborto nas sociedades
ocidentais. A lei invoca frequentemente que a saúde mental da mãe, ou
qualquer coisa do género, está em risco. Na prática, isto é, usado de
forma vaga. O leitor e eu, creio, somos apenas uns sortudos pelo facto
de as nossas mães não nos terem abortado!
Mas uma vez que nascemos, podemos respirar de alívio: já não temos que
nos preocupar que as nossas mães nos matem ficando impunes por isso.
Ou temos? Verifica-se que o assassínio de recém-nascidos, se cometido
por mulheres, fica praticamente impune em alguns países ocidentais.
Como foi referido numa revista neozelandesa, “Apesar de se tirar a vida
a alguém, não há provavelmente outro crime que seja tratado de forma
tão complacente pelo nosso sistema legal como o assassínio de recém-nascidos”(4).
Aparte o aborto, claro, este é, na maioria dos casos, um crime completamente
legal. Interrogo-me sobre se os lóbis pró-aborto ainda virão a fazer
campanha em favor do direito das mulheres matarem os seus filhos menores,
se a saúde da mãe estiver em perigo? A revista referia o caso de uma
mãe que foi sentenciada a dois anos de pena suspensa por infanticídio.
Se um homem cometer este crime será condenado a vinte anos de prisão.
Os homens apanham uma condenação maior por violação, em que não há perda
de vidas humanas. A diferença é que, na nossa sociedade, a mulher é
sempre tratada como vítima, mesmo que seja uma criminosa.
O jornalista, Denis Welch, levantou a questão dos direitos dos homens
na igualdade de punições para os homens e paras as mulheres em crimes
iguais. A lei requer uma análise do estado de equilíbrio mental da mãe
no caso de crime de infanticídio, antes da qual esta permanece em liberdade.
Na prática, esta cláusula é interpretada de tal modo liberal, que a
mulher nem sequer precisa de ter antecedentes psiquiátricos para que
seja aplicada. Welch refere que um pai que mate o seu filho podem apanhar
uma sentença de vinte anos de prisão, enquanto a mulher que cometa o
mesmo crime é normalmente condenada a apenas a ter que consultar um
psicoterapeuta!(5)
Como disse Thomas (Not Guilty: In Defence of the Modern Man,
London:Weidenfeld and Nicholson, 1993), o assassínio de um recém nascido
é uma forma extrema de abuso infantil. Citou números dos E. U.A. que
mostram que este crime é cometido essencialmente por mulheres (55,7%
dos casos) contra crianças do sexo masculino em 53,7% dos casos. E refere
que isto é exactamente o oposto do que é pretendido pelos meios de comunicação
feministas. O assassínio de recém-nascidos é alvo de muito pouca atenção
por parte dos meios de comunicação social em comparação com o abuso
sexual, embora a maioria das pessoas concorde que é um crime mais grave
que o abuso sexual. Apesar de tudo, após se ser vítima de abuso sexual,
continua-se vivo!
Lyndon no seu livro, No more sex war: The failures of feminism
(Sinclair-Stevenson, London, 1992), citou números da Inglaterra e País
de Gales de 1989 para as idades das vítimas de assassínios, excluíndo
fetos abortados. O grupo de abaixo de 1 ano, com 28 vítimas por milhão,
era de longe o maior grupo. O segundo maior grupo, com 16 vítimas por
milhão abrangia 14 anos, isto é, dos 16 aos 29 anos inclusive, e não
apenas 12 meses como o grupo abaixo de um ano.
A maioria destes bebés são assassinados pelas suas mães. Alguns deles
são espancados até à morte. Este crime não é contado como assassínio,
mas sim numa categoria especial de infanticídio. Quem o comete beneficia
de tratamento especial nos tribunais sendo pouco provável que seja condenado
a muito tempo de prisão. (Lyndon 1992, páginas 37-38)
A maioria destes criminosos, não chega, sequer, a ir a tribunal. Como
referiu Thomas (Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld
and Nicholson, 1993), a polícia parece não estar interessada em prender
pessoas por infanticídio, por este crime ser cometido essencialmente
por mulheres. Na Grã-Bretanha, em 1989-1990 por exemplo, apenas 2% dos
casos de assassínio de recém-nascidos foram denunciados pela polícia.
Seria interessante verificar se os criminosos eram principalmente as
mães das vítimas. “Infelizmente”, escreve Thomas (:Not Guilty: In
Defence of the Modern Man, London, Weidenfeld and Nicholson, 1993,
página 145), “os números são supérfluos quando os homens deixam de ser
os maus.”
Falsas Acusações de Violação
e de Abuso Sexual
Algumas feministas pretendem fazer crer que nenhuma mulher se exporá a
ser interrogada por um tribunal sobre violação se este não for verdade,
mas esta é outra das suas mentiras. Estou seguro de que para uma vítima
real de violação, ser sujeita a um interrogatório deste tipo em tribunal,
será uma experiência terrível. Mas será que uma falsa acusadora sofre
alguma angústia num destes processos quando, com o objectivo de vingança
pessoal, presta falsas declarações?
Eugene Kanin, no seu trabalho sobre falsas declarações de violação (False
Rape Allegations, Archives of Sexual Behavior, Vol.23, No. 1, 1994),
investigou queixas de violação numa pequena comunidade urbana dos Estados
Unidos, durante um período de 9 anos. Neste período, descobriu que 41%
das declarações de violação eram falsas, por admissão das próprias queixosas!
Diz ele:
Estas
falsas declarações parecem servir três objectivos principais às declarantes:
fornecer um álibi, procurar vingança, e chamar a atenção e procurar
compaixão.
Do mesmo modo, as feministas têm sustentado o mito de que as crianças
nunca mentem em tribunal sobre abuso sexual. Isto é mais uma propaganda
feminista. O artigo “mentirosas! mentirosas!” (Liar! Liar!,
New Scientist, 14 February 1998) refere que crianças de três anos são
perfeitamente capazes de ludibriar outras pessoas, isto de acordo com
a investigação efectuada na Universidade de Portsmouth.
Além disso, quando uma mulher mente,
fica normalmente impune. Por exemplo, eis aqui um parágrafo de uma notícia
sobre uma falsa acusação:
Um homem foi acusado de ferir uma mulher após a polícia ter provado em
tribunal que o ferimento da perna da mulher foi auto-infligido(6).
O artigo continua a explicar que
um agente da polícia tinha sido informado que a declarante tinha feito
antes duas falsas declarações de ter sido golpeada por homens. E a polícia
processou esta mulher por falsas acusações? Não. Porque não?
O homem que foi absolvido no tribunal tinha sido originalmente condenado
a dez meses de prisão no tribunal, com base no falso testemunho desta
mulher. Permaneceu algum tempo em prisão preventiva mais seis semanas
desta sentença antes do recurso. Pareceria justo que esta mulher fosse
condenada a pelo menos dez meses de prisão pelo seu perjúrio e falsas
declarações.
A polícia diz que não gosta de processar pessoas por fazerem falsas
declarações porque isto pode ter um efeito intimidativo levando a que
pessoas com declarações autênticas tenham medo das apresentar. Mas de
tempos a tempos vê-se no jornal a polícia a processar pessoas por apresentarem
declarações falsas. Como é que eles decidem quando é que devem processar
alguém por declarações falsas? Será mais provável um homem ser processado
por falsas declarações que uma mulher? Escrevi à polícia da minha cidade
pedindo detalhes sobre o seu critério de processar alguém por falsas
declarações, por categoria de crime envolvido. Responderam-me que não
possuíam estas estatísticas, e não as iriam compilar para min, nem me
poderiam autorizar a min a consultar os seus ficheiros para que eu próprio
as compilasse.
Ninguém me poderia ajudar. Fiquei
com a impressão de que havia ali alguma coisa que não deveria ser divulgado.
No ano que terminou em 31 de Dezembro
de 1993, quase 40% dos casos de violação sexual foram declarados “não
injuriosos”. Isto é, a polícia descobriu que 40% destes casos eram declarações
falsas.(7) Aos números actuais, isto corresponde a 361 casos
de declarações de violação falsas. E, claro, alguns dos 60% que a polícia
considerou que havia ofensa foram mais tarde absolvidos pelo tribunal.
Isto significa que uma grande quantidade de mulheres mentiram à polícia,
só nesta área da violação sexual. Mas alguma delas sofreu com isto alguma
sanção? Provavelmente não. E não é provável que estes números parem
enquanto não houver sanções.
A polícia não é Deus, e os tribunais também não. Todos eles estão sujeitos
a cometerem erros. Por consequência pelo menos algumas destas falsas
declarações serão consideradas verdadeiras. Mas o poder do lóbi feminista
é tal que a polícia e os tribunais têm que acreditar nas declarações
das mulheres feitas contra os homens. Isto significa também que não
punirão as mulheres que mentem. Falsas declarações de violação, violência
doméstica, e abuso de crianças é uma das maneiras usadas pelas mulheres
para oprimirem os homens actualmente. Nenhum homem será provavelmente
preso por alguma coisa que não fez, mas a prisão não é a única consequência
que eles podem sofrer de falsas declarações de mulheres maliciosas.
Outra, muito frequente, é a quase certa perda de tutela dos seus filhos,
ou limitações no convívio com estes após a separação ou divórcio. Isto
para já não mencionar degradação da sua reputação e imagem pública.
Neil Foord, por exemplo, foi preso por uma violação que segundo ele
nunca cometeu. Ele fez uma campanha de sensibilização pública para o
problema de falsas declarações de violação(8). Mulheres que fazem
falsas acusações de violação ou outras, não deverão ficar impunes como
acontece no presente. Elas deverão ser condenadas à mesma pena que as
suas vítimas seriam se as suas acusações fossem verdadeiras. Para além
disto, Foord defende compensações para os homens falsamente acusados
e eventualmente condenados por violação.
Conclusão
Pessoas que façam falsas declarações, tais como acusações de violação
ou de abuso sexual de crianças, deverão ser processadas judicialmente,
e as penas deverão ser equivalentes às penas atribuídas ao tipo de crime
de que falsamente se queixam. Isto é necessário como medida dissuasória.
Temos que encontrar uma solução de compromisso entre a necessidade de
a sociedade se proteger a si própria de abusadores sexuais e violadores,
e a necessidade de proteger pessoas inocentes de supostas consequências
em adultos de recordações induzidas de abusos sexuais infantis incentivadas
pelas feministas, e de falsas acusações de violação.