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Mentiras
sobre a opressão
Numa floresta, um homem com uma motosserra está
em notória minoria em relação às árvores, mas quem tem realmente poder?
Numa sociedade democrática bem ordenada, os membros típicos da maioria,
ou o suposto grupo dominante, têm menos poder que os membros individuais
de grupos de pressão bem organizados política e comercialmente tais
como a Organização Nacional da Mulheres no EUA. A maioria silenciosa
pode ser a maioria, mas o seu silêncio é a sua ruína.
O politicamente correcto
é a ideologia dominante entre o estrato social endoutucado* e
legislador nos países ocidentais. Pelo termo “endoutucado”, refiro-me
simplesmente a sistemas de educação e meios de comunicação social dos
países ocidentais que têm um forte cariz de endoutrinação em certos
valores. Estas pessoas graduadas por instituições altamente conceituadas
assimilaram grande quantidade de endoutucação, e são assim vistos como
capazes de controlar a educação, meios de comunicação social, e mecanismos
governamentais que perpetuam esta ideologia
Este conceito precisa que ser actualizado e ter em conta a informação
também disponível na internet. Globalmente, a internet tem sido uma
importante força de liberalização e tem permitido aos homens tornear
a tendenciosidade dos meios de comunicação social e divulgarem a sua
mensagem directamente aos outros. No entanto, onde há instituições infiltradas
na internet, há também o arrastar consigo de tendenciosidades feministas.
Por exemplo, o portal gratuito Geocities, especialmente antes
de ser tomado pelo Yahoo!, era fortemente anti-masculino. Durante
muito tempo eu tive lá uma página de Direitos dos Homens (www.geocities.com/CapitolHill/6708),
quando um motor de busca foi instalado no Geocities e eu fiz uma busca
a “Direitos dos Homens”, as únicas indicações que recebi foi de sítios
de homossexuais. Depois de ter reclamado sobre isto ao Capitol Hill,
o assunto foi resolvido, mas tive grandes problemas, até para obter
respostas ao meu correio electrónico da Geocities. Mesmo a divulgação
electrónica de notícias através do The Scout Report, era normalmente
divulgado através de um sítio feminino, apesar dos meus protestos. Mesmo
quando fazia parte de um sítio sobre a saúde masculina, fazia parte
de um sítio principalmente sobre mulheres!
*Original indoctucated
(N. do T.)
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Do mesmo modo, eu fui um dos primeiros editores voluntários da Open
Directory (http://dmoz.org),
que constituiu a base do Netscape, entre outros. Candidatei-me à edição
de uma categoria sobre “sociedade/direitos humanos/direitos dos homens”,
para equilibrar a categoria “sociedade/direitos humanos/direitos das
mulheres”, mas foi-me distribuída a categoria “sociedade/homens”, sem
uma palavra de explicação. Obviamente que seriam prejudicados se tratassem
dos direitos dos homens na mesma base dos direitos das mulheres. Deste
modo criei uma categoria “sociedade/homens/direitos dos homens”, com
várias subcategorias, e coloquei aqui os direitos dos homens em igualdade
hierárquica com os direitos das mulheres colocando o problema em conselho
de editores.
Com a ajuda massiva de um activista de Los Angeles, construí uma lista
mais de 1100 URLs sobre direitos dos homens. Mas o editor respondeu-me
reclamando que a secção de direitos dos homens tinha muito mais URLs
que a secção de direitos das mulheres, e que tinha que se fazer alguma
coisa para evitar isto. Respondi que considerava esta atitude hipócrita,
a menos que ele tentasse corrigir este desequilíbrio no mundo em geral,
onde os direitos dos homens estavam mais afectados. Nada mais a dizer,
ele não respondeu, e a Open Directory arranjou um pretexto para
me despedir de editor. O novo editor cortou o número de URLs sobre os
direitos dos homens pelo menos a metade. O número de URLs das mulheres
aumentou, e a última vez que vi, as URLs sobre os direitos das mulheres
ultrapassava as dos homens. Tal é a igualdade no mundo feminista.
A tendenciosidade nas universidades
Nunca devemos subestimar a influência das universidades. As universidades
administram conhecimentos e técnicas, mas também instigam valores sociais
e políticos através da socialização em grupo e agitação política que
lá ocorre, assim como tendências através dos materiais e conteúdos dos
cursos.
Por exemplo, em 1987 fiz um curso de francês em tempo parcial na universidade,
onde tínhamos que falar em francês sobre uma lista de temas incluindo
“a situação das mulheres na Nova Zelândia”. Este tema assumia implicitamente
que a mulher sofria discriminação, e encorajava as estudantes femininas
a reclamar sobre isso em cursos que não tinham nada a ver com Estudos
sobre Mulheres! Apesar de “a situação do homem na Nova Zelândia” não
fazer parte da lista de temas, acabei por ter autorização para usá-lo
como o meu tema. Esta tendenciosidade é uma característica rotineira
nos cursos universitários.
Em 1999 na mesma universidade, fiz um curso sobre a civilização chinesa,
que constava de ensaios escritos. Dois incluíam a posição da mulher
na China como tópicos possíveis, mas mais uma vez, nenhum sobre a posição
dos homens na China. Para o primeiro ensaio, a professora não me deu
autorização para escrever sobre os homens na China, pelo que eu escrevi
sobre as mulheres mas fazendo a comparação com os homens na China. No
entanto, o segundo, oferecia a possibilidade dos alunos darem o seu
próprio título ao ensaio, pelo que tive permissão para escrever sobre
os homens. O que é interessante é que as mulheres também sentem esta
mesma tendenciosidade, especialmente em cursos de Estudos sobre Mulheres.
Por exemplo, uma mulher chamada Sonia conta a sua tentativa de escrever
sobre o abuso de rapazes. Primeiro rejeitaram o seu artigo porque “não
estava escrito de uma perspectiva centrada na mulher”, e só aceitaram
o artigo após ter sido modificado (members.tripod.com/peterzohrab/298enslt.html#Sonia).
Distorções do politicamente correcto
As feministas dominam a sociedade com a sua propaganda. As estações
de televisão difundem esta propaganda, o eleitorado acredita na imagem
apresentada, e os políticos respondem às pressões dos seus eleitores.
É assim que isto funciona e as feministas sabem-no. Claro que o negam
e afirmam que o Direito domina. A qualquer grupo que consiga convencer
o sistema educacional de que é oprimido, é permitido pelos meios de
comunicação social, sistema educativo e governo que dissemine a sua
propaganda como se fosse uma verdade universal. Há algumas décadas atrás
as feministas foram nomeadas porta-voz do grupo mais oprimido, isto
é, as mulheres brancas.
Vê-se isto constantemente nos programas televisivos americanos e ingleses.
Por exemplo, na estação americana ADC, programa Sunday Evening
News de 15 de Novembro de 1999 (hora neozelandesa), foi apresentado
uma reportagem sobre “os filhos da América” (abcnews.go.com/onair/dailynews/americas_sons.html)
que referiu três estatísticas negativas sobre os rapazes nos EUA: que
são mais delinquentes que as raparigas, que cometem mais assassínios
que as raparigas, e que há uma relação entre rapazes e tendência para
o suicídio. Poderíamos esperar que a terceira estatística fosse sobre
porque é que os rapazes cometem proporcionalmente mais suicídios que
as raparigas, mas isto poria os rapazes no papel de vítimas. Então o
que é apresentada é uma estatística sobre porque é que o suicídio entre
os rapazes subiu 112%, o que as feministas geralmente atribuem à incapacidade
dos homens lidarem com a sua perda de poder sobre as mulheres e, por
isso, ser uma falha masculina mais que uma vitimização.
É importante não ser ingénuo sobre os meios de comunicação social. Os
jornalistas são predominantemente de escolas de esquerda liberal que
suportam o feminismo. Acredito que muitos deles sejam deliberadamente
tendenciosos. Parte desta minha evidência provém de um programa televisivo
de notícias, datado de 1960, em que Malcolm X afirmou nos meios de comunicação
social que os brancos eram todos iguais e valorizou os negros através
de uma propaganda positiva sobre os negros. Elogiou o poder dos meios
de comunicação social, dando o exemplo de como eram capazes de colocar
os ingleses ao lado dos russos e contra os alemães durante a Segunda
Guerra Mundial, e a favor dos alemães e contra os russos durante a Guerra
Fria.
Os jornalistas de esquerda liberal que estavam preparados para implementar
estas políticas estão bastante aptos a aplicá-la a outros assuntos,
tais como o feminismo. Não está claro se estão a inventar uma nova política
ou a continuar uma prática já existente entre os seus amigos nos meios
de comunicação social. No entanto, se isto tem funcionado bem durante
quarenta anos, é provável que continue a fazer efeito!
O suporte dado pelos meios de comunicação social tem tido grande importância
na força que têm as feministas nos países ocidentais, e nas fundos públicos
e privados que têm sido colocados à sua disposição. As feministas atingiram
este objectivo à muito tempo nos países ocidentais, e estão agora a
usar as Nações Unidas para penetrarem no Terceiro Mundo. As provas do
crescimento do seu poder são:
2.
O número de grupos de mulheres a operarem em cada país;
3.
A quantidade de dinheiro do governo que conseguem;
4.
A quantidade de cobertura dos meios de comunicação social;
5.
O número de ministros dos assuntos das mulheres (ou seu equivalente) nos
países ocidentais;
6.
O número de cursos de estudos sobre mulheres pagos pelo dinheiro público;
7.
A quantidade de legislação feminista que foi aprovada desde a Segunda
Guerra Mundial;
8.
A maneira tendenciosa como as escolas ensinam os assuntas feministas.
Os masculinistas
parecem ter pouca esperança (ou medo) de serem vistos como um grupo
de protesto de tendência de direita. Isto porque as feministas dominam
a coligação que forma o esqueleto dos partidos de esquerda nos países
ocidentais, forçando os masculinistas a procurarem alianças à direita,
mesmo que não sejam da extrema direita. No entanto, a situação pode
não ser assim tão linear, visto que na Nova Zelândia o Ministro da Justiça
do governo de centro esquerda anunciou recentemente planos de introduzir,
pela primeira vez, uma lei em que as mulheres pudessem ser condenadas
por crimes sexuais, e está também a considerar uma revisão de alguns
aspectos das mais totalitárias e anti-masculinas leis sobre a família.
NO movimento dos homens, há um certo ressentimento pelo facto de que
a única categoria de homens que podem atrair publicidade e dinheiro
para os problemas de saúde são os homossexuais, para publicidade, investigação
e tratamento da SIDA. Seria bom que os movimentos masculinos pudessem
aproveitar esta influente política homossexual para benefícios mais
alargados à sua saúde em geral. Infelizmente, os homossexuais são vistos
por alguns movimentos de activistas masculinos como aliados das feministas
e hostis à família tradicional.
Opressão e pluralismo
Um dos princípios fundamentais da filosofia americana é, claro, o pluralismo,
o que pressupõe competição de interesses. No entanto, acontece que os
excessos do feminismo dão outra visão sobre os vícios e virtudes do
pluralismo. O ponto de vista feminista da opressão é extremamente simplista.
No seu livro Polity and Group Difference: A Critique of the Ideal
of Universal Citizenship, Iris Young argumenta que, como alguns
grupos são relativamente privilegiados e outros são oprimidos, uma estrutura
política baseada na universalidade apenas reforça a desigualdade.
O argumento de Young depende fortemente de um consenso entre esquerdistas
e liberais sobre o fenómeno da “opressão”, visto que a filosofia da
sua argumentação contra a noção de cidadania universal assenta no princípio
de que a sociedade contém grupos que são oprimidos, no sentido de que
os seus membros são incapazes de exercer a sua influência política como
o fazem os outros dos outros grupos. É interessante que ela dá uma indicação
explícita do que quer significar com isso:
Resumindo,
um grupo é oprimido quando ocorre uma ou mais das seguintes condições
a todos ou grande parte dos seus membros: 1) os benefícios do seu trabalho
ou energia vão para outros sem que eles próprios beneficiem deles (exploração);
2) São excluídos da participação na maioria das actividades sociais,
o que na nossa sociedade significa principalmente local de trabalho
(marginalização); 3) Vivem e trabalham sob a autoridade de outros, e
têm pouca autonomia e autoridade sobre si próprios (falta de poder);
4) São estereotipados como grupo ao mesmo tempo que a sua experiência
e situação não tem visibilidade na sociedade em geral, e têm pouca oportunidade
e pouca audiência para expressarem as suas experiências e perspectivas
em eventos sociais (imperialismo cultural); 5) os membros do grupo sofrem
aleatoriamente de violência e assédio motivado por ódio do grupo opressor
ou medo”. (Young 1990, 128)
Young continua na lista dos vários grupos dos Estados Unidos que considera
oprimidos. A lista é encabeçada pelas mulheres, e inclui vários grupos
éticos, e ainda os homossexuais femininos e masculinos, os pobres, as
classes trabalhadoras, os idosos e os deficientes.
O dicionário Miriam-Webster define “opressão” como “um exercício
injusto e cruel de poder ou autoridade”. Nem todos os cinco critérios
de Young abrangem a opressão actual. Eles foram designados para se ajustarem
às mulheres na sociedade. O quinto critério, por exemplo, é demasiado
vago para ter qualquer utilidade. O assédio pode tomar várias formas,
física, verbal, emocional e mental, e não é verdade que apenas os grupos
dominantes da sociedade estejam sempre em posição de assediar os outros.
O seu segundo e terceiro critérios, do mesmo modo, têm muito a ver com
as mulheres, mas pouco a ver com opressão como normalmente é entendida.
De facto, pela definição de Young, muitas mulheres oprimem homens. Nos
termos do critério 1), os homens que combatem na linha da frente em
tempo de guerra, expondo-se ao medo, a privações físicas e psicológicas,
à possibilidade de serem feridos, mutilados ou mortos, estão a ser explorados
e oprimidos pelas mulheres.
Isto é ainda mais notório se os homens forem voluntários, em vez de
recrutados, visto que a pressão social de “ser homem” em situação de
crise nacional é bastante severa. A situação é particularmente flagrante
em países em que as mulheres têm direito de voto, e votam governos que
ordenam a mobilização de tropas, se houverem mulheres no governo, se
as mulheres constituírem a maioria do eleitorado, ou se a chefia do
governo ou do estado for de uma mulher. Na nossa história recente, a
guerra das ilhas Falkland, ocorreu quando a chefia do estado, a chefia
do governo e a maioria do eleitorado da Inglaterra eram mulheres.
O primeiro estado da Jugoslávia era ocidental na sua cultura, mas a
guerra civil entre Sérvios, Croatas e Muçulmanos foi travada essencialmente
por recrutas masculinos (claro). Com os homens no campo de batalha não
houve sinais de feministas a reclamarem igualdade na obrigatoriedade
do serviço militar. As exigências feministas no domínio do serviço militar
limitam-se a prestar cuidados, e mesmo assim só para voluntárias. A
obrigatoriedade é só para os homens.
Além disso, entre as várias comunidades, também não há sinais de mulheres,
que sejam mais pacifistas que os homens em caso de serem atacadas. O
único relato de uma mulher envolvida numa luta foi um caso de uma atiradora
furtiva. Um atirador furtivo, é claro, um combatente relativamente seguro,
mas mesmo assim, esta mulher foi tomada pelos meios de comunicação social
visto que era uma excepção à regra*. Sem dúvida que alguma imprensa
têm uma agenda pró-feminista secreta, e tentam dar a impressão de que
as mulheres combatem arduamente, sem o escreverem explicitamente.
O caso de Israel é frequentemente citado como
um dos países onde as mulheres são recrutadas ao lado dos homens. Mas,
também aqui, são os homens, não as mulheres, que combatem na linha da
frente.
O quarto critério de Young (imperialismo cultural) aplica-se também
aos homens, em vários graus, nos países ocidentais. Como grupo, os homens
destes países, são catalogados pelas feministas, de violadores e assassinos
potenciais. Ao mesmo tempo as suas experiências e situações como homens
não são notórias para a sociedade em geral. Têm pouca oportunidade e
pouca audiência para a expressão das suas experiências e perspectivas
em eventos sociais (imperialismo cultural), visto que há relativamente
poucos grupos de pressão que representem os interesses dos homens
Na história de Portugal
temos a padeirinha de Aljubarrota. (N. do T.)
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O prefácio “Manual de igualdade de oportunidades no emprego” da Comissão
de Direitos Humanos da Nova Zelândia estabelece que “os homens que não
estejam nos grupos referidos (vários grupos étnicos e outras minorias)
não estão incluídas neste manual, com tratamento especial.” Deste modo
qualquer homem que pretenda reclamar que está em desvantagem, em comparação
com as mulheres em qualquer local de trabalho, não tem onde classificar
a sua reclamação.
Mas poderão os homens estar em desvantagem? Sim, podem. Lembremo-nos
que há algumas profissões, tais como educadores e professores de 1o
ciclo, onde a força laboral é predominantemente feminina. Há muitos
homens que preferem ensinar crianças, a trabalhar como carpinteiros
na construção civil. Uma razão porque não o fazem é porque o salário
é melhor na indústria de construção. O pagamento é melhor por uma razão
puramente económica, porque de outro modo ninguém quereria trabalhar
num local de tal modo perigoso e desprestigiante, e não por ser o trabalho
das mulheres que é desvalorizado como as feministas reclamam. São também
as mulheres que forçam os homens a procurar empregos tendo em vista
o dinheiro, mais do que a satisfação pessoal, porque preferem encontrar-se,
namorar e casar com homens com dinheiro, e não com homens satisfeitos
com as suas carreiras, embora mal pagos (ver members.tripod.com/peterzohrab/199enslt.html#Dream).
Tem a política de oportunidades iguais criado oportunidades
iguais?
Poderemos ser levados a pensar que a política de “oportunidades iguais
no emprego” tem provocado algum equilíbrio, colocando mais homens em
profissões como educadores ou professores de primeiro ciclo. Isto começa
a agora a passar-se na Nova Zelândia. Agora que se reconheceu que a
educação dos rapazes é mais demorada que as das raparigas, em parte
por falta de modelos masculinos no sector educacional.
Os professores de primeiro ciclo e pré-primários ganharam recentemente
paridade salarial com os professores secundários, tornando então possível
o equilíbrio de professores femininos e masculinos nos próximos anos.
No entanto, em muitos países ocidentais, porque as mulheres têm muitos
grupos de pressão enquanto os homens têm poucos, a política de “emprego
igual” é geralmente interpretada como promoções proporcionais, isto
é, que as mulheres ultrapassem em número os homens quer em força laboral
quer em cargos de direcção. Seria razoável ter aproximadamente o mesmo
número de homens e mulheres no ensino primário e pré-primário, quer
a ensinar quer em lugares de direcção. Neste contexto dirigi-me à Comissão
de Direitos Humanos para reclamar sobre uma empresa de entregas que
anunciou num jornal que nunca contrataria um homem. Isto gerou confusão,
e eu não fui o primeiro a reclamar, mas a mulher com quem falei na Comissão
já tinha pensado no assunto o suficiente para dizer que tinha sido um
engano da empresa.
No entanto, começou a reclamar que em instituições onde prevalecem os
homens algumas vezes entrevistavam mulheres apenas por uma questão de
aparência, não tendo de todo intenção de contratar mulheres. Até pode
ser, mas isto não é razão para que outras empresas deixem de contratar
homens, visto que dois erros somados não fazem um acontecimento correcto!
Não é esta a atitude que deveríamos esperar de uma Comissão de Direitos
Humanos paga com o dinheiro dos contribuintes, e resulta do facto de
os homens serem uma minoria na sociedade. Desde aí continuei a corresponder-me
com a Comissão de Direitos Humanos sobre vários outros assuntos, e fiquei
com a certeza de que não eram mais que uma base de poder feminista
O quinto critério de Young (sofrer aleatoriamente violência e assédio)
aplica-se também aos homens: Eu tenho sido assediado e atacado fisicamente
por feminazis (num local de trabalho dominado por mulheres e tendências
políticas de esquerda) que me quiseram intimidar como potencial activista
masculino e censurar a expressão de pontos de vista tais como os expressos
neste livro.
Propostas feministas
Young faz as suas propostas alternativas
de modo como se segue:
Declaro,
então, o seguinte princípio: Um público democrático, desde que esteja
constituído, deverá prover mecanismos para uma representação efectiva
e reconhecimento dos distintos anseios e perspectivas dos seus grupos
oprimidos e desfavorecidos. Esta representação de grupo implica mecanismos
institucionais e recursos públicos que financiem as suas actividades:
1) auto-organização dos membros do grupo de modo a que adquiram o sentido
colectivo e um entendimento das suas experiências colectivas e interesses
no contexto da sociedade; 2) Publicação das análises do grupo em como
as propostas da política social os afecta, e gerar eles próprios propostas
políticas, em contextos institucionais em que os executores são obrigados
a mostrar que tomaram as suas perspectivas em consideração; 3) Ter poder
de veto com vista a políticas específicas que afectem directamente o
grupo, por exemplo, direitos reprodutivos para a mulher, ou o uso de
reservas para os americanos nativos (ibid, págs 128-129).
O principal problema do acima exposto é, como Young admite, a questão
de saber exactamente como é que a sociedade determina quais os seus
grupos que são os oprimidos ou desfavorecidos. Ela dá uma proposta de
definição da própria noção de opressão, mas permanece o problema da
falta de um mecanismo objectivo que uma dada sociedade possa usar para
determinar onde é que esta definição se aplica ao seu próprio caso.
Young trabalha num contexto de uma universidade de esquerda liberal, onde
existe um consenso sobre quem são os oprimidos e os opressores de uma
sociedade, isto é, a coligação de vítimas das mulheres, dos homossexuais,
das minorias étnicas e raciais e dos deficientes. Este é o consenso
simplista frequentemente usado. Este consenso é, ele próprio opressivo,
visto que torna difícil para os grupos que não foram premiados com a
ambicionada etiqueta de “oprimidos e desfavorecidos” persuadirem alguém
da seriedade dos seus apelos, particularmente se o consenso já os estigmatizou
com a etiqueta de opressores.
Os homens têm grande dificuldade em serem aceites (numa base em que
são oprimidos pelas mulheres) como “grupos oprimidos”, visto que as
mulheres têm, desde há muito tempo, ganho estatuto reclamando que os
homens as oprimem! Embora, como vimos os homens sejam oprimidos nos
termos de três dos cinco critérios de Young: exploração, imperialismo
cultural, e imposição de violência e assédio.
Propaganda e poder dos meios de comunicação social
No início deste capítulo, falámos sobre o poder de um homem com uma motosserra
numa floresta. Na secção anterior, falámos sobre opressão, que é um
tipo de abuso de poder por uma pessoa ou grupo, em detrimento de outra
pessoa ou grupo. Poder é com o que lidam os políticos, e todos os assuntos
que respeitam aos direitos dos homens e das mulheres lidam com poder.
Então, o que é exactamente poder? Poder é capacidade de se fazer o que
se pretende, ou fazer com que outras pessoas façam aquilo que pretendemos
que elas façam. Algumas pessoas podem fazer distinção entre estas duas
formas de poder dizendo que a capacidade de fazer o que se pretende
é “autonomia”, e “poder” tem a ver apenas com a relação com outras pessoas.
Infelizmente, isto é, talvez, um ponto de vista ingénuo. Qualquer coisa
que queiramos fazer envolve alguma competição com os outros ou, em menor
ou maior grau, alguma diminuição da sua liberdade ou qualidade de vida.
Assim temos que ter bastante poder para fazer aquilo que queremos, porque
muitas destas actividades decorrem no seio de alguma resistência por
parte de outras pessoas.
A socialização tem que ver, em grande parte, com a aprendizagem dos limites
da nossa autonomia ou poder. Catharine MacKinnon e outras feministas
falaram sobre isto no contexto de género como meio de limitar o poder
das mulheres. No entanto, os seus argumentos são unilaterias e superficiais,
como o são normalmente os escritores feministas. Qual foi exactamente
o poder dos jovens recrutados para a guerra do Vietname, enquanto as
suas irmãs e namoradas estavam confortavelmente em casa a fazerem estudos
sobre mulheres ou outras actividades similares? Homens e mulheres são
ambos socializados para aceitarem limites ao seu poder, e o mito do
homem todo poderoso é um dos que as feministas construíram para atrair
simpatia para as mulheres.
O antigo historiador grego, Tucídides, apresentou um definição muito cínica
(mas válida) de liberdade. Dizia qualquer coisa como: Liberdade é
a capacidade de restringir a liberdade dos outros. Isto é equivalente
a negar a vantagem da alternância política, uma vez que há sempre vencedores
e vencidos.
Por esta interpretação, por exemplo, os EUA constituem o país mais livre
do mundo, sendo mesmo livres de inibições de forças exteriores na sua
política internacional, e são mesmo capazes de impor a sua interpretação
de moral ao mundo em geral. Ao contrário, a Rússia é incapaz de impor
a sua interpretação em assuntos de moral mesmo no seu quintal (por exemplo,
Bósnia e Kossovo), onde a sua interpretação difere da dos EUA. A Rússia
tem tido que se submeter ao poder económico dos EUA, que não estarão
disponíveis para ajudar a Rússia na sua crise económica se esta se mostrar
demasiado independente no que concerne ao Kossovo, por exemplo. No Kossovo
(outro exemplo), os sérvios foram livres de oprimirem os albaneses e
protegerem os ciganos, mas (na altura em que escrevo este livro) os
albaneses começam a ter liberdade de oprimirem os sérvios e ciganos.
O liberalismo convencional do século XX saldou-se, na prática, por procurar
os grupos oprimidos e aumentar a sua autonomia. O exemplo clássico foi
o tratado de Versailles, que terminou a Primeira Guerra Mundial e redesenhou
o mapa da Europa ao longo de divisões étnicas, dividindo o império austro-húngaro.
Infelizmente, quando este princípio se aplica à política interna, o
que vemos é uma minoria de pessoas despreveligiadas que não caem em
nenhuma das categorias alvo de recursos ou compaixão extra. Por outras
palavras a coligação das vítimas ganhou liberdade escravizando a maioria
silenciosa.
Subitamente, as nossas democracias começaram parecer-se mais com ditaduras.
Numa ditadura, parece que uma pessoa faz tudo o que quer e tem poder
e autonomia absoluta, o que não é completamente verdade. Os ditadores
têm sorte se tiverem um período breve em que podem fazer absolutamente
tudo o que querem, a partir daí têm que começar a olhar sobre o ombro
e debaixo da cama à procura de potenciais traidores para si próprios
e para o seu país. Para combater estes traidores actuais ou potenciais,
os ditadores têm que ser bastante perspicazes. Têm que formar alianças
pessoais e internacionais, acalmar pessoas, grupos de pessoas e estados.
Têm também que criar e disseminar propaganda para persuadir o povo a
concordar com eles (usando os meios de comunicação social, entre outros
instrumentos).
O que é que distingue uma ditadura de uma democracia? A maior diferença
é o método de substituir o governo. Júlio César, Benito Mussolini e
Adolf Hitler são exemplos bem conhecidos de ditadores europeus cujo
domínio terminou violentamente. César foi extremamente popular com alguns
sectores do povo. Foi a elite, mais que os seus súbditos, que acharam
que era necessário assassiná-lo, mesmo sabendo que era demasiado tarde
para restaurar a república.
Mas o ponto de semelhança entre as democracias e as ditaduras a que
me quero referir é o uso de propaganda e dos meios de comunicação social.
Os meios de comunicação social são muito poderosos, como Goebbels sabia.
Ele estava consciente da necessidade de ocultar da audiência a “arte”
dos meios de comunicação social usando analogias históricas, mais do
que de fazer uma grande propaganda política.
Se houverem várias fontes de notícias, se houverem vários pontos de
vista e se todos tiverem aproximadamente a mesma parcela de mercado,
o problema não será grande. No entanto, em muitos países pequenos, a
grande maioria da população obtém a maioria das notícias e dos comentários
de uma única fonte. A televisão por cabo e por satélite, com as suas
dúzias de canais são raros no contexto internacional até à bem pouco
tempo. Também os meios de comunicação social ocidentais expressam poucos
pontos de vista, especialmente no horário nobre da televisão. O politicamente
correcto domina porque é a sintonia da maioria dos jornalistas.
As pessoas referem frequentemente conceitos do tipo “o poder do conhecimento”
ou “poder da informação”, mas raramente parecem compreender que isto
se aplica à política como a tudo o resto. Os meios de comunicação social,
especialmente antes da Internet, controlaram a informação. Isto parece
ter-lhes subido à cabeça, em muitos casos. Algumas pessoas dos meios
de comunicação social adquiriram o estatuto de estrelas.
Conclusão
Com poucas excepções, o ponto de vista feminista domina actualmente as
principais fontes de notícias através dos EUA, Canadá, Europa, Austrália
e Nova Zelândia. Apesar das feministas afirmarem o contrário, isto dá-lhes
uma espécie de influência que assenta no poder de impor a que nós lemos,
vemos e ouvimos sobre o assunto. Isto levanta a questão, de no que é
que se tornaram os nossos ideais democráticos?
Qualquer pessoa ou movimento político que aspire lutar contra os valores
que foram absorvidos no seio do politicamente correcto tem que entender
o poder dos meios de comunicação social e das universidades e o modo
como exercem a sua “indouctucação”. O cenário do politicamente correcto
no qual vivemos é orwelliano na sua negligência e desprezo pela verdade.
Esta é a situação actual. Como todas as guerras, a guerra dos sexos
será ganha procedendo da análise à estratégia, da estratégia à táctica,
e da táctica à acção.
Last Update: 27 November 2008
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